Tenho medo de me tornar eu
De não poder intervir
De conviver comigo
De não suportar tantos desatinos
Tenho medo de correr para trás
Continuar nessas desventuras
Ser o meu desagrado
De acomodar-me em ser eu por acaso
Não me satisfaço
Não pense que é fácil
Me perder em mim
Sendo quem nunca quis
Preciso de tempo
Mas o tempo já passou
Agora sou eu mesmo
Mas enfim, o que sou?
Sou um forasteiro
Fugindo de mim
Vento errante
Será que sempre fui assim?
Nômade de meus pensamentos
Um novo começo
Em terra de pessoas vazias
Feliz é aquele que se auto-critica
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