Mais uma noite me encontro aqui sentado
Olhando o manto negro do teto de todos nós
Já disse adeus a todos os viajantes que passaram essa noite
A todos os soldados que por estas terras se perderam
Duvidei da razão, da minha própria percepção
Movido por instintos, observando faíscas
Obcecado por paradigmas
Mais uma noite me encontro aqui parado
Bebendo outra vez esse líquido preto
E um olhar desorientado
A beleza esquecida, na névoa do dia
Do tapete manchado
E lembranças dos fracassos
Mais uma noite eu fico,
Como vento que passa de maneira incerta, sem destino.
Vagabundo.
Vacilante, inseguro,passos errantes.
Nômade,sem domicílio.
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